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Reciclagem do vidro automotivo: Brasil precisa se espelhar nos exemplos de países desenvolvidos

Presidente do Instituto Autoglass explica que, na França, os carros enviados para a destruição não podem conter resíduos de vidros


O presidente do Instituto Autoglass, Kleber Carreira, defende a criação de uma política de reaproveitamento das peças dos automóveis retirados de circulação, como alternativa para viabilizar a reciclagem dos resíduos automotivos, que causam verdadeiros danos ao meio ambiente. Dentre as peças descartadas na natureza encontra-se o vidro do para-brisa - material que gera mais de 5 mil toneladas mensais de sucata, sendo que apenas 8% deste volume é reciclado atualmente no Brasil.


"A exemplo do que ocorre na Europa, onde, após passar por uma limpeza para a retirada de óleo e fluidos, os veículos são desconstruídos e têm seus motores e outros itens enviados para reaproveitamento, o Brasil poderia fazer o mesmo e, assim, permitir aos empresários do setor custear o procedimento de reciclagem do vidro automotivo e outros componentes, eliminando o grande volume de sucata acumulada nos pátios de apreensão em todo o País", afirma o dirigente do Instituto Autoglass. A Entidade dedica-se, há mais de cinco anos, à reciclagem do vidro automotivo e a projetos de incentivo à coleta seletiva e ao consumo consciente.


Kleber Carreira reforça ainda que na Europa as peças automotivas são devidamente numeradas e rastreadas no seu país de origem, possibilitando total controle sobre o destino dos itens, o que evita procedimentos ilegais. "No Brasil, a adoção de prática semelhante seria sustentável não só do ponto de vista ambiental, mas também econômico, pois democratizaria o acesso às peças automotivas, que poderiam ser adquiridas pelos consumidores a um custo menor".


Exemplo positivo


Na França, onde as ações de reciclagem do vidro automotivo estão bem adiantadas, as empresas que atuam no setor de desconstrução e destruição de carros estão obrigadas, desde o início do semestre, a fazer a reciclagem total deste material.


De acordo com o porta voz da Federação das Empresas de Reciclagem da França - Federec, Fabrice Henriot, a legislação francesa determina que "os carros não deverão mais ser enviados para destruição de sua lataria contendo vidros ou restos desse material". O especialista francês explica que o país conta atualmente com 1.600 empresas recicladoras de carros e o governo francês trabalha para combater a ilegalidade, permitindo que o mercado atue conforme a nova lei.


O presidente do Instituto Autoglass chama a atenção para a urgência de aprovar medidas que resolvam a questão da reciclagem do vidro automotivo no Brasil, onde a frota automotiva tem crescido nos últimos anos. "Apesar de diversas medidas sobre o tema estarem em tramitação no Congresso Nacional, não temos uma solução efetiva para o correto descarte dos resíduos automotivos", aponta.


Fonte: Segs

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