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Destino dos carros: latinha de alumínio pode ser inspiração para reciclagem de automóveis

A reciclagem de um automóvel deveria ser tão prática e completa como a reutilização de uma latinha de alumínio vazia. Assim como ocorre com o recipiente do refrigerante ou da cerveja, cada peça da mecânica e da carroceria de um veículo deveria voltar à linha de montagem da indústria automotiva. Para ser transformada em novo carro. O conceito de reciclagem máxima é propagado pelo presidente do Lean Institute Brasil, José Roberto Ferro, de São Paulo. Há duas décadas pesquisando o setor automotivo, ressalta que Alemanha e Japão já condicionam as montadoras a reaproveitarem os componentes de veículos descartados. Os Estados Unidos também estimulam, mas com regras menos rígidas. - Depois de alguns anos de uso, se o carro está gasto, eles jogam fora mesmo - conta Ferro. O especialista enumera o que já é reutilizado no Brasil. Pneus e borrachas são 100% aproveitados, para recauchutagem ou reforço no asfalto de rodovias. Peças de aço podem ser prensadas. Vidros e painéis também são bem aceitos. Mas há obstáculos. Ferro diz que partes eletrônicas e baterias são complicadas. Observa que a reciclagem pode custar caro, se a indústria não desenvolveu tecnologia apropriada. Mas a tendência mundial é renovar a frota, alimentando-se dos carros sucateados. - Em 10 anos, muda a tecnologia automotiva. Surgem veículos mais seguros, econômicos, menos poluidores. É positivo que o consumidor tenha acesso a um produto melhor - avalia o presidente do Lean Institute, que sugere o mesmo caminho da latinha de alumínio. No Brasil, um automóvel popular pode ser fabricado em horas, com 70% do trabalho feito por robôs. Já o desmanche de um traste ocorre aos poucos, depende do interesse que suas peças possam despertar, até que as sobras da lataria cheguem às fornalhas das siderúrgicas. André Beer, da Consult & Associados, pondera que ninguém pode prever o fim de um carro, a não ser em caso de acidente com perda total. Dirigente da General Motors por 27 anos, gostaria que a totalidade das peças e dos componentes voltasse ao estágio original de matéria-prima. Para Beer, o rejuvenescimento da frota passa, necessariamente, pela reciclagem. Lembra que os governos estaduais enfrentam a superlotação dos depósitos com veículos retidos em função de dívidas de IPVA e multas. - A substituição da frota precisa ser feita de forma coordenada. É uma questão de tempo para se achar solução - diz. Carros fora de circulação podem render. O presidente do Instituto Autoglass, Kleber Carreira, afirma que só os vidros de para-brisa geram mais de 5 mil toneladas mensais de sucata. Mas lamenta que só 8% do volume é reciclado no país. Kleber sugere que o Brasil siga o modelo da França, onde veículos enviados para a destruição não podem conter resíduos de vidro. Ele acha que o país não pode ficar acumulando automóveis sem uso nos depósitos de apreensão. O Instituto Autoglass dedica-se há mais de cinco anos ao aproveitamento do vidro automotivo. - A adoção da reciclagem seria sustentável do ponto de vista ambiental e também econômico, pois democratizaria o acesso às peças automotivas, que poderiam ser adquiridas pelos consumidores a um custo menor - diz Kleber. Fonte: Zero Hora

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